Uma corretora decide zerar as taxas cobradas de clientes para fazer aplicações. Qual o efeito esperado? Seria a medida um tiro no pé? Para a maior corretora independente americana, a Charles Schwab, a medida representou um crescimento de 31% na captação de novos clientes em outubro na base mensal.

Qual o contexto? A Charles Schwab zerou no início de outubro as taxas cobradas de clientes que decidam investir em ações, opções e ETFs. A decisão se insere em um movimento de corretoras independentes — ou seja, que não sejam ligadas a nenhum grande banco — de acabar com as taxas de corretagem.

Antes, quem investia em ações, opções e ETFs pagava US$ 4,95 por operação.

Vamos aos números: A Charles Schwab abriu 142 mil contas em outubro, o que levou o total atendido para 12,2  milhões. A corretora tem sob gestão US$ 3,85 trilhões em ativos.

A maior parte dos ganhos da corretora tem origem nos juros em cima dos ativos administrados. A decisão de zerar as taxas impacta a rentabilidade, mas é compensada pelo aumento no número de clientes.

O movimento da Charles Schwab foi algo isolado? Não. Algumas fintechs já estavam tomando decisões nessa direção, algo que beneficia os clientes e acirra a competição no mercado. Depois que a Charles Schwab zerou suas taxas, outras corretoras, como a E*Trade e a TD Ameritrade, seguiram o mesmo caminho. As duas reportaram ganhos na média diária de receita derivada de negociações dos clientes no mês de outubro.

E o Brasil, como fica nisso? O mercado brasileiro iniciou esse movimento há alguns meses, mas de forma ainda tímida. Algumas corretoras e bancos zeraram taxas de administração para o investimento no Tesouro Direto e de custódia (cobrada pela B3 para a guarda dos ativos) para operações em renda fixa e em ações, mas ainda cobram taxas de administração elevadas para fundos e aplicações em ações.

(Com a Bloomberg)

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