A pandemia do coronavírus acertou em cheio o poder de compra dos brasileiros, independentemente do tipo de vínculo empregatício. Trabalhadores autônomos, informais e com registro em carteira tiveram redução de renda, segundo levantamento do Guiabolso com base em dados de abril.

Quem foram os mais atingidos? Como era de se esperar informais e autônomos foram os mais prejudicados. Como não contam com nenhum tipo de proteção trabalhista garantida por lei, eles viram seus rendimentos serem achatados da noite para o dia.

Quantos tiveram redução de renda? Todo mundo teve, mas principalmente quem não tem carteira assinada:

  •  PJs, autônomos e informais: 61%
  • Trabalhadores CLT: 54%

Qual foi o tamanho da mordida? Depende do tipo de vínculo, mas a pancada foi maior para informais e autônomos:

  • CLT: -30,77%
  • PJ: -37,38%
  • Autônomo ou informal: -37,72%

A redução atingiu de forma igual essas pessoas? Não. A maioria dos CLTs e PJs tiveram redução média de 20%. Entre autônomos e informais a perda foi maior (a maioria teve perdas de até 40%):

  • Redução entre 80% e 100%: 3%
  • Redução entre 60% e 80%: 9%
  • Redução entre 40 e 60%: 15%
  • Redução entre 20 e 40%: 17%
  • Redução até 20%: 17%

Qual o contexto dessa situação? Desde meados de março, empresas de diversos setores vem enfrentando queda nas vendas, com consequente redução do nível de atividade. Algumas tiveram de trabalhar de portas fechadas, o que impactou no faturamento. Para lidar com essa situação, muitas aderiram ao programa emergencial, que permite a redução de salários e suspensão de contrato dos trabalhadores. Por isso, mesmo os CLTs tiveram queda de renda. Outras, simplesmente demitiram.

Informais e autônomos representam o elo mais frágil dessa cadeia, já que muitos prestam serviços ou vendem produtos para quem tem carteira assinada. Como os empregados perderam renda, reduziram o consumo de produtos e serviços.

O auxílio emergencial de R$ 600 vai ajudar? Muito pouco. “Mesmo com a ajuda de R$ 600 do governo, autônomos e informais formam o grupo mais impactado em termos de renda. Mesmo se adaptarem seus negócios para vendas online, a queda de demanda foi sentida no último mês”, diz Yolanda Fordelone, economista do Guiabolso.

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