Além das tradicionais blue chips, como são conhecidas as ações mais negociadas no mercado, os analistas têm recomendado também empresas que pagam bons dividendos para investidores que estão iniciando em renda variável. Segundo os profissionais, são papéis que têm maior equilíbrio entre risco e retorno, o que ameniza a transição para quem está acostumado com os produtos de renda fixa.

Ricardo Peretti, estrategista de pessoa física da Santander Corretora, cita entre as melhores alternativas para quem está entrando no mercado os papéis de Telefônica Brasil, Itaúsa e elétricas, entre as quais a preferida pelo analista é CPFL.

“Para aquele investidor que queira incorrer em maiores riscos, indicamos as ações da Cyrela, pois a empresa reduziu substancialmente a sua necessidade de capital e deve distribuir seu excedente de caixa na forma de dividendos”, diz Peretti. Ele ressalta que a projeção de retorno com dividendos (yield) em 2020 é de 5%, patamar muito bom, segundo os analistas.

Quem também cita boas pagadoras de dividendos é Pedro Galdi, da Mirae Asset. “Já para o investidor que busca uma maior relação de retorno, sugerimos ações relacionadas ao consumo e infraestrutura, além das tradicionais opções com maiores participações dentro do Ibovespa”, diz o analista. Galdi demonstra otimismo em relação às empresas de capital aberto em geral para 2020, por conta do melhor ambiente macroeconômico.

Ele diz ainda que uma opção intermediária são os fundos imobiliários. “No entanto, é preciso selecionar entre os vários ativos existentes no mercado, aquele que oferece melhor nível risco/retorno”, afirma Galdi.

Alvaro Bandeira, economista-chefe do Modalmais, faz uma ressalva importante para quem está começando ou considerando investir em ações. “Antes de tudo, quem está entrando precisa saber que é um mercado de risco, sujeito a perdas, e de retorno de médio para longo prazo. Quem está chegando deve preferencialmente aplicar recursos em empresas mais maduras, com boa governança corporativa, pouco alavancadas financeiramente e com política bem definida de remuneração aos acionistas”. Ele cita as blue chips Itaú Unibanco, Petrobrás e Vale, mas também recomenda Cemig, Ambev e Lojas Renner, como opções de “diversificação setorial”.

Para a equipe de analistas da MyCap, é importante que os investidores estudem, busquem informações sobre os ativos nos quais pretendam aplicar e comecem com valores pequenos e constantes, para evitar uma grande frustração.

Duas alternativas apontadas pela MyCap são o fundo de índice que acompanha o Ibovespa, o BOVA11, e os fundo imobiliários. Em ações, a equipe recomenda principalmente as blue chips, incluindo Ambev, Bradesco, Banco do Brasil, Gerdau, além de Magazine Luiza.

Sobre as recomendações para a próxima semana, a Mirae mudou toda a sua carteira, que será composta por BRF ON, CCR ON, CVC ON, Magazine Luiza ON e Rumo ON. A MyCap fez duas alterações, retirando Hapvida ON e Braskem PNA, para as entradas de B3 ON e Movida ON. A Planner também trocou duas ações, tirando Carrefour ON e Iochpe Maxion ON, para colocar Oi ON e Vivara ON.

A Guide fez uma mudança, trocando BRF ON por Hapvida ON. A XP também trocou uma ação, B2W ON por Via Varejo ON.

O mercado financeiro está mais cauteloso em relação às perspectivas para o Ibovespa, segundo o Termômetro Broadcast Bolsa. A fatia dos que esperam alta para as ações na próxima semana (18 a 22 de novembro) recuou de 57,14% na pesquisa anterior para 45,45%. Ao mesmo tempo, os que acreditam que o período será de perdas representam 27,27% num universo de 22 participantes, ante 9,52% no último Termômetro. Já para outros 27,27% a expectativa é de estabilidade , porcentual menor do que os 33,33% no levantamento anterior.

O principal índice da Bolsa apurou perda de 1,00% nesta semana. O Termômetro Broadcast Bolsa tem por objetivo captar o sentimento de operadores, analistas e gestores para o comportamento do Ibovespa na semana seguinte.

Assim como esta, a próxima semana é mais curta no número de dias úteis para o mercado financeiro, em função do feriado da Consciência Negra, na quarta-feira (20), e, com isso, não haverá negócios na B3.

O destaque do calendário doméstico é o IPCA-15 de novembro, na sexta-feira (22), com o mercado de olho especialmente na variação dos preços de alimentos. “Além de confirmar tendência baixista para a inflação, as atenções começam a se voltar para eventual repasse dos preços de bovinos para o consumidor final”, afirmaram os economistas do Bradesco, que preveem variação de 0,14% para o índice.

Outros indicadores esperados são o do saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da arrecadação federal. No exterior, o ponto alto é a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (banco central americano), na quarta-feira, quando o mercado por aqui estará fechado. Na B3, haverá nesta próxima segunda-feira (18) vencimento de opções sobre ações.

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