Opção é o que não falta. O brasileiro tem hoje três alternativas de linhas de financiamento imobiliário à disposição: a tradicional, corrigida pela TR (Taxa Referencial, hoje zerada), a indexada pela inflação, lançada em agosto do ano passado, e a taxa de juros fixa, anunciada hoje (dia 20) pela Caixa.

Na avaliação de especialistas em crédito imobiliário, o novo tipo de financiamento, que passa a ser oferecido hoje pelo banco e que tem como marca a previsibilidade das parcelas, deverá ter mais apelo ao consumidor do que o empréstimo corrigido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que embute o risco de a variação de preços subir muito no futuro.

A nova modalidade se torna atrativa também por ter juros entre 8% e 9,75% ao ano, dependendo do relacionamento do cliente com o banco (o tipo de conta e o nível de adesão a pacotes de serviços da instituição financeira), não tão acima da média de 8% praticada hoje no mercado.

“O mercado já teve linhas prefixadas como a que foi lançada agora pela Caixa, há 10 anos, no auge do mercado imobiliário. Mas na época a diferença entre juros cobrados na linha pós fixada e a taxa fixa era muito maior. Agora, essa assimetria não é tão grande”, avalia Marcelo Prata, especialista em crédito imobiliário e fundador da Resale, plataforma de compra de imóveis.

A linha com taxa fixa vale a pena?

O nome do jogo quando se fala na taxa prefixada é previsibilidade.

Na avaliação de especialistas em crédito imobiliário, a modalidade é a mais indicada para quem acredita que a taxa de juros, hoje na mínima histórica, pode voltar a subir no médio e longo prazo, e quer se proteger de uma possível alta da TR ou do IPCA.

Nesse cenário, essas duas linhas se tornariam mais caras, enquanto que as parcelas da prefixada se manteriam aquelas previstas no momento da assinatura do contrato.

“A linha faz sentido para quem não quer ter uma surpresa daqui a 10, 20 anos”, afirma Prata. “Ou seja, ela te possibilita saber quanto você vai pagar durante todo o contrato”.

Qual o perfil do cliente do crédito imobiliário prefixado?

Na avaliação do especialista, a modalidade recém-lançada deve atrair os mais conservadores.

“O público conservador será mais atraído para essa linha, em especial aqueles que viveram na época da hiperinflação, que são pessoas que sempre têm mais resistência em contratar crédito com indexador. Já os mais jovens não têm essa referência”, pondera.

Com o que devo ter cuidado?

Como é regra quando o assunto é crédito imobiliário, o consumidor deve ficar de olho no Custo Efetivo Total (CET) da operação, que leva em conta os seguros obrigatórios a serem pagos dentro do financiamento (de morte e invalidez e de danos físicos ao imóvel) e a taxa de administração.

“Estamos falando de taxa de juros, mas temos que olhar também o valor dos seguros que serão cobrados. Sempre faça a comparação, ao decidir por uma linha ou outra, observando o Custo Efetivo Total, que os bancos são obrigados a fornecer”, aconselha Prata.

Quais as condições da linha?

Disponível para clientes da Caixa, ela oferece taxas de juros a partir de 8% ao ano e as condições são válidas para imóveis residenciais novos e usados.

Será possível financiar até o equivalente a 80% do valor do imóvel. O cliente poderá escolher entre sistemas de amortização SAC (em que as parcelas são decrescentes), para contratos de até 360 meses, e Price (em que as parcelas ficam praticamente constantes na maior parte do contrato), até 240 meses.

 

 

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