Divulgada nesta quarta-feira (4), a pesquisa “Fraudes em Investimentos no Brasil” mostrou que 11% dos entrevistados afirmam já terem sido vitimas de esquemas de investimentos fraudulentos no país. O levantamento foi conduzido pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Que tipos de esquemas são esses? Segundo o SPC, a principal incidência foram os esquemas de “pirâmide”, resposta de 55% dos que se disseram prejudicados.

Sistemas conhecidos como “pirâmides financeiras” são modelos insustentáveis de negócio em que vendedores são remunerados conforme atraem outras pessoas para participar do negócio. Nesse tipo de negócio, quem inicia a pirâmide ou entra nas primeiras etapas pode alcançar lucros exorbitantes, enquanto a massa de investidores que entra depois amarga prejuízos.

Na sequência, aparecem dois golpes semelhantes: os de falsas seguradoras (19%) e fundos de aposentadoria supostamente esquecidos (16%). Em ambos os casos, a lógica é trabalhar diante da promessa do recebimento de valores exorbitantes caso os clientes concordem em pagar previamente taxas e despesas fictícias.

O que levou essas pessoas a caírem nesses esquemas? Questionados pela pesquisa, as vítimas se dividiram entre três grupos de respostas. Para a maior parte dos respondentes, 44% do total, o que os atraiu foi a promessa de uma alta taxa de rendimento.

Na sequência, aparecem 36% que disseram que acreditavam não ser necessário entender de investimentos para obter lucros e outros 30% que acreditavam não haver riscos.

“Em todos os casos, três fatores costumam andar juntos: o excesso de confiança, a ganância ou a ingenuidade do investidor, aliada à negligência para checar a veracidade das informações, o que acaba facilitando a ação dos fraudadores”, afirmou em nota o presidente da CNDL, José César da Costa.

Ainda entre as vítimas, 36% dos entrevistados descobriu esses “investimentos” por meio de anúncios pela internet, enquanto 34% foram indicados por parentes e amigos, 16% receberam via e-mail e outros 16% por recomendação de um profissional contratado.

As histórias tiveram final feliz? A maioria, não. Segundo o levantamento, 62% disseram não ter conseguido recuperar o dinheiro até o momento da pesquisa. Dos 38% restantes, 18% resgataram com prejuízo, 8% foram ressarcidos após acordo judicial e outros 6% só obtiveram o retorno na Justiça.

Para evitar ser vítima, a dica de Costa, da CNDL, é fazer a verificação de agentes e empresas que se apresentam com as propostas de aplicações. “É fundamental verificar a procedência de corretoras, bancos e agências de investimento, se a instituição está registrada junto a CVM, além de consultar o Banco Central e a B3”, destaca Costa.

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