Você é um dos 63 milhões de inadimplentes do país? Os números mostram que você não está sozinho nesse barco. Com o desemprego em alta – são 12,6 milhões de pessoas desocupadas –  e uma economia que anda de lado, é cada vez mais difícil pagar as contas em dia.  O que você pode não saber é que existem algumas maneiras de reduzir o juros sobre a dívida, renegociá-la e até conseguir descontos na hora de quitá-la.

Como fazer isso? De dois jeitos. O primeiro é contratar um novo crédito com juros menores. Esse dinheiro deve ser usado para quitar a dívida cara. Você continua endividado, mas ao menos paga uma taxa de juros mais baixa.

As fintechs Creditas e Bcredi, por exemplo, oferecem crédito destinado à quitação de dívidas. É  possível simular as condições de cada empresa no Ecred, comparador de taxas de juros para empréstimos do Serasa Consumidor.

É necessário informar alguns dados pessoais, o objetivo e o valor do crédito, e se possui alguma garantia, como imóvel ou carro, para oferecer. Na sequência, a plataforma oferece uma lista de empresas e opções alinhados às informações dadas na busca.

Como calcular o tamanho do empréstimo que vou precisar? Primeiramente, anote todas as dívidas que tem, quanto paga de juros em cada uma e seus respectivos custos efetivos totais (CET), que inclui os juros, taxas, encargos, tributos e seguros. É preciso saber quanto você deve no total, para não pegar um empréstimo e continuar desorganizado.

E o outro jeito? Algumas plataformas fazem a intermediação entre devedores e credores, e disponibilizam no sistema todas as negociações e descontos possíveis para cada dívida e credor. Vale lembrar que para as empresas é interessante fazer um acordo e facilitar o pagamento porque elas precisam de receber o dinheiro, e por isso podem abrir mão de parte do valor decorrente dos juros.

Tudo é feito online, o que dispensa o devedor de tentar contato com cada um dos credores separadamente pelo telefone ou mesmo fisicamente. A intermediação é feita por sites como Serasa Limpa Nome, Consumidor Positivo, Blu365 e Quero Quitar.

Qual o passo a passo? Acesse uma das plataformas e informe seu CPF. O sistema vai identificar todas as suas dívidas e ali mesmo ficam disponíveis as condições de renegociação para todos os credores, sejam eles bancos, universidades ou varejistas.

Que cuidados tomar? Segundo Casagrande, o endividado precisa entender se pode assumir o acordo da renegociação. Tem que fazer uma análise financeira honesta, considerando despesas como saúde, alimentação e moradia. Com o que sobra, deve-se questionar: em quanto tempo será possível quitar o débito? A orientação geral é destinar no máximo 30% da renda para o pagamento da dívida. Mais que isso, pode ser problema.

O que especialistas sugerem para reduzir o endividamento? Na avaliação de Casagrande, boa parte do endividamento ocorre porque as pessoas não têm reserva de emergência ou poupança. Diante de qualquer imprevisto, acabam tendo como única saída a tomada de crédito, embora sem planejamento. Para evitar que isso aconteça, Casagrande sugere a organização de uma reserva financeira.

Já Samir Reis, da fintech de crédito Bcredi, culpa o consumo não planejado pela inadimplência. Dos endividados, 53,3% devem até R$ 1.000, segundo dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito). Para mudar esse padrão de endividamento, o consumidor deve conhecer que tipo de crédito está tomando. Reis lembra que o mercado já oferece produtos para diferentes fins, como quitação de dívida, investimento em pequenos negócios, franquias e estudo.  Cada produto tem condições alinhadas aos objetivos do crédito, o que pode facilitar em muito o pagamento.

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