O setor aéreo é de longe um dos mais afetados pela crise do coronavírus. Segundo a Iata (Associação Internacional de Transportes Aéreos), só em 2020 as empresas aéreas devem perder mais de 55% em receita. Quem ressalta isso é Jerome Cadier, presidente da Latam Airlines, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (21).

Ele ressalta que mesmo no pós-pandemia, com previsões de redução do PIB em 2020 e 2021, a demanda dos passageiros deve cair de 30% a 40%.

Qual o impacto disso nas contas da empresa? Cadier traz alguns números: A Latam Brasil, que realizava 750 voos diários, em média, hoje opera cerca de 35.

As aeronaves estão no chão e os custos de manutenção dos componentes são altos.

Além disso, mais da metade dos custos do setor está vinculada ao dólar, que vem batendo recordes. Na manhã desta quinta-feira, a moeda vale R$ 5,57 e, enquanto isso, banco Credit Suisse já vê o dólar a R$ 6,20 no curto prazo.

Existe solução para as aéreas? Segundo Cadier, o setor não se recuperará sozinho. Ele pede acesso a crédito em vez de subsídios, e cita que nos EUA, diante da perda de milhões de dólares por dia, as empresas foram socorridas por um pacote governamental.

“O futuro da aviação dependerá do acesso ao crédito para garantir a solvência das empresas. O setor aéreo não busca subsídios governamentais, mas precisa de ajuda por meio do acesso ao crédito para superar esta primeira onda do choque”, diz.

O que mais precisa ser feito? Cardier acredita que “a aviação voltará diferente, com mudanças profundas na operação e na gestão dos negócios”.

“As empresas aéreas não deixarão de existir, mas a ineficiência nas operações não será mais aceitável ou sustentável”, finaliza.

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