A pandemia de coronavírus mudou a forma como empresas se mantêm em operação. As companhias do setor de alimentação estão entre as mais preocupadas em garantir que seus produtos são produzidos sob rígidos protocolos de segurança, o que inclui a saúde dos funcionários. Uma das formas de tentar garantir isso é por meio da testagem para covid-19 dos colaboradores. Esse é o cado da Marfrig e Minerva Foods.

Em alguns casos, a decisão de testar os funcionários ocorreu após o registro de casos internos, caso da Petrobras. No caso da estatal, estão sendo testados todos os funcionários que embarcam em plataformas de petróleo. A testagem está sendo feita nos aeroportos de Vitória, Macaé, Farol de São Tomé e Cabo Frio, que concentram a maior parte dos embarques.

A Petrobras registrava 261 casos confirmados de coronavírus entre empregados e terceirizados e 2.048 casos suspeitos até o último dia 22.

No Brasil, a Minerva teve um caso confirmado entre um funcionário do setor administrativo. A Marfrig afirma que não teve nenhum.

Qual o potencial de testagem pelo setor privado? A CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial) diz que o setor privado encomendou cerca de 30 milhões de kits de testagem, que devem ser distribuídos entre empresas interessadas em testar funcionários e farmácias, que receberam autorização para realizar testes rápidos na população.

É seguro que empresas saiam testando seus funcionários? O presidente da CBDL (Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial), Carlos Eduardo Gouvea, diz que a testagem não pode ser feita sem a presença um profissional especializado para analisar o resultado. O risco, segundo ele, é que o teste um “falso negativo” e o profissional não saiba identificar essa possibilidade.

Segundo ele, esse profissional especializado precisa fazer perguntas ao paciente para conhecer o seu histórico. “Tem que saber se ele tem familiar infectado, se teve contato com pessoas infectadas. Esse conjunto de informações ajuda a interpretar o resultado do teste”, afirma.

A testagem serve como passaporte para liberar o funcionário para trabalhar? Não é bem assim, embora esse seja o desejo de muitos empresários. Gouvea diz que faltam estudos para comprovar se a pessoa que já foi infectada ganha imunidade contra a covid-19. Então é cedo para dizer que a testagem serve como passaporte para retorno ao trabalho.

Que outras medidas de segurança estão sendo adotadas? A Marfrig e a Minerva Foods estão medindo diariamente a temperatura dos funcionários. A aferição é feita antes do início das atividades, o que impede que um colaborador com febre vá para a linha de produção.

As Marfrig aumentou o intervalo entre os turnos de trabalho e reduziu o fluxo de pessoas nos refeitórios. Funcionários dos grupos de risco, como idosos e grávidas, foram afastados preventivamente do trabalho pelas duas empresas do setor de alimentação.

Tanto na Marfrig como na Minerva Foods, os funcionários precisam manter um distanciamento mínimo dos outros colegas.

Quem são os funcionários que serão testados? Prioritariamente, os colaboradores que tiveram contato com casos confirmados. Os testes adquiridos pela companhia serão entregues em maio.

(Com Estadão Conteúdo)

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