O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições nesta segunda-feira a venda do controle da divisão de aviação comercial da Embraer para a norte-americana Boeing, segundo decisão assinada pelo superintendente-geral da autarquia, Alexandre Cordeiro Macedo.

“Não há…indícios para afirmar que a operação comercial foi estruturada com o intuito de inviabilizar uma eventual concorrência futura da Embraer nos mercados de aeronaves comerciais com capacidade maior que 150 assentos ou que a operação possa ter esse efeito”, afirma parecer do Cade usado por Macedo para aprovar o negócio anunciado em 2018 e contestado por acionistas minoritários da companhia brasileira.

O que prevê a negociação entre as empresas? O acordo com a Boeing prevê uma joint venture composta pelas operações de aeronaves comerciais e serviços relacionados a este segmento da Embraer, no qual a norte-americana deterá 80% da nova empresa, denominada Boeing Brasil – Commercial, enquanto a Embraer terá os 20% restantes.

A fabricante brasileira revelou que irá separar, no final do exercício social atual, a produção de jatos comerciais, que faz parte da parceria com a Boeing, do negócio de jatos executivos, que se manterá como propriedade única da Embraer.

Como o caso é analisado na Europa? Reguladores europeus suspenderam no final de 2019 a análise antitruste sobre o investimento da Boeing na Embraer, alegando que não haviam recebido informações suficientes das fabricantes de aviões.

Na investigação sobre o negócio, a Comissão Europeia alertou que o acordo pode eliminar a Embraer como a terceira maior concorrente global da Boeing e da Airbus, o que “pode resultar em preços mais altos e menos opções”.

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