O grupo automotivo brasileiro Caoa estuda construir uma nova fábrica no Estado de São Paulo em parceria com uma empresa chinesa. A informação foi passada nesta segunda-feira (dia 13) depois que a companhia anunciou que desistiu de comprar a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, fechada desde outubro passado.

Qual a ideia da Caoa? Ainda não está claro. No comunicado, não foi anunciado qual o nome do parceiro, o modelo de veículo a ser produzido (caminhões, automóveis ou ambos) ou o dinheiro a ser investido. No ano passado,  fontes do setor diziam que a parceira da Caoa para a fábrica da Ford seria a Changan.

Por que a Caoa desistiu da fábrica da Ford? Os motivos apontados foram a dificuldade para obter financiamento da aquisição, já que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) disse não ter disponível uma linha de crédito, e a vontade da Caoa de ter um espaço para produção maior que o da fábrica da Ford.

De quanto seria o investimento? Fontes do mercado avaliam que seriam necessários até R$ 2 bilhões em investimentos para a aquisição da fábrica e a modernização da linha de produção para atender às novas normas de emissão de poluentes que serão obrigatórias para caminhões.

O que acontece agora? À frente da Caoa, o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade disse estar conversando com três empresas chinesas e que pelo menos uma delas manifestou interesse em produzir carros no Brasil. Essa parceria, segundo ele, poderia não envolver a fábrica da Ford caso fosse confirmada.

Segundo o executivo, os chineses inclusive estariam dispostos a uma parceria em que a empresa brasileira ficaria com 51% das ações — ou seja, teria o controle majoritário do negócio. À época, contudo, ele não falou em uma nova fábrica nem que o negócio seria em São Paulo.

O que faz exatamente a Caoa? O grupo automotivo tem 40 anos e foi fundado pelo empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade. Começou e cresceu inicialmente como rede de concessionárias da Ford no país. No início da década de 90, com a abertura do mercado para carros de fora, tornou-se a primeira importadora oficial da montadora francesa Renault.

Em 1999, passou a importar modelos da sul-coreana Hyundai, com a qual estabeleceu um forte relacionamento, a ponto de, sete anos mais tarde, abrir uma fábrica conjunta em Anápolis, no estado de Goiás. Em 2017, a Caoa acertou uma fusão com a operação no Brasil da montadora chinesa Chery.

(Com Estadão Conteúdo)

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