Depois de meses de negociação, o grupo chinês Tencent acertou a compra de uma fatia de 10% na Universal Music Group, a maior gravadora do mundo, casa de artistas como Taylor Swift, Drake, dos Beatles e de Ariana Grande, entre muitos outros. O valor da transação, anunciado nesta terça-feira (dia 31), é de 3 bilhões de euros.

A Universal pertence ao grupo francês de mídia e telecomunicações Vivendi, que, no Brasil, é dono indireto da operadora TIM por meio de sua empresa controladora, a Telecom Italia.

O que faz a Tencent? Qual o seu interesse no negócio? A Tencent é uma das maiores empresas de tecnologia da China, dona do WeChat, um dos mais populares super aplicativos no país asiático — são aplicativos que oferecem uma série de funcionalidades, de serviços financeiros a mensagens instantâneas.

A Tencent busca expandir a sua presença na área de conteúdo. O grupo chinês já possui uma fatia de 7,5% no Spotify, uma das maiores empresas de streaming de música do mundo.

E para a Universal? O que ela sai ganhando? A entrada da Tencent no seu capital pode abrir um canal importante de distribuição do conteúdo produzido pelos artistas da Universal no gigantesco mercado chinês.

Mas a indústria da música ainda é um bom negócio? Sim. A chamada revolução do streaming, oferecido por plataformas de empresas como Spotify, as americanas Apple e Amazon e a francesa Deezer, entre outras, voltou a fazer o segmento a crescer com força. Em 2018, as receitas globais da indústria da música cresceram quase 10%, o maior ritmo em mais de duas décadas, numa época em que o CD ainda reinava.

O que mais o negócio acertado prevê? A Tencent terá a opção de comprar uma fatia adicional de 10% pelo mesmo valor até janeiro de 2021. O negócio coloca um valor de 30 bilhões de euros na Universal.

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