Por causa do coronavírus, as operadoras de telecomunicações estão com seu fluxo de caixa pressionado pelo fechamento de lojas, queda no consumo e liminares que permitem a consumidores o não pagamento de contas, segundo o presidente-executivo do SinditeleBrasil, Marcos Ferrari.

Por isso, as empresas pedirão ao Ministério da Economia o adiamento por quatro meses da quitação de R$ 3,2 bilhões devidos por essas empresas a fundos setoriais, como o FUST (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações) e Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações).

A data marcada para esses pagamentos seria 30 de março, mas uma decisão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) adiou o prazo temporariamente, para 15 de abril.

“O setor de telecomunicações está mantendo a economia funcionando, o comércio, o sistema bancário. Ganhou esse status de serviço essencial do governo por isso. Mas há algumas iniciativas perigosas para o setor e para a sociedade, como cinco liminares proibindo o desligamento de serviços de telecomunicações por 90 dias”, afirmou Ferrari.

Empregos

O executivo afirmou que as teles são grandes empregadores e que essas decisões colocam em risco inclusive o pagamento de salários dos funcionários. “Temos 500 mil empregados diretos e 1,5 milhão de terceirizados. Muitos estão ociosos. Como as empresas conseguirão manter esses empregos?”, questiona.

Ferrari declarou ainda que as empresas pedirão ao governo que não sancione nenhum projeto de lei vindo do Congresso que permita a não suspensão de serviços mesmo sem pagamento de contas.

Segundo ele, o setor está disposto a costurar com o governo eventuais benefícios à população de baixa renda que se tornar inadimplente. “Isso depende de política pública do governo, de tentar atender o público vulnerável”.

 

 

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