Responda uma pergunta: o que você acha que precisa melhorar no poder público? Reflita mais um pouco e responda se você acha que as soluções vão partir todas de dentro dos governos. Se você acha que o setor público isoladamente não vai dar conta de melhorar o seu funcionamento e atender as demandas da população, saiba que não está sozinho. Uma das tendências do mundo do empreendedorismo são as chamadas govtechs.

O que são as govtechs? São startups dedicadas a buscar soluções para melhorar a qualidade do setor público. Elas já existem no Brasil e no mundo há alguns anos, mas esse movimento ganhou força mais recentemente. O trabalho delas passa pela digitalização em busca do aumento da eficiência dos serviços prestados.

“A crise no Brasil gerou oportunidade para a atuação das govtechs. Há uma demanda cada vez maior da população, em especial da classe média, por serviços  públicos melhores”, diz Letícia Piccolotto, presidente do conselho e fundadora do BrazilLAB, uma instituição sem fins lucrativos que atua como um hub de inovação que conecta startups com governos, além de prestar orientação para as empresas novatas.

Qual o tamanho desse segmento? Um levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) estimou que cerca de 2.000 empresas novatas apresentam potencial para fornecer serviços que possam aprimorar o funcionamento do poder público, incluindo áreas fundamentais como educação e saúde.

Neste ano, a previsão é que governo destine cerca de R$ 8 bilhões em contratos com empresas que podem ser classificadas como govtechs.

Quais são exemplos de govtechs já atuantes? Não faltam casos práticos bem-sucedidos. O Gesuas desenvolveu um software que permite o acompanhamento e o atendimento integrado do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) de forma online e em tempo real, trazendo eficiência e facilitando o atendimento de famílias desassistidas em secretarias municipais de todo o país. A govtech hoje tem mais de 1 milhão de usuários ativos no seu sistema, em municípios de todas as regiões do país.

A Fábrica de Negócio, por sua vez, desenvolveu uma solução que faz uso de inteligência na análise de dados (analytics), com direito a algoritmos de IA (inteligência artificial), para realizar auditorias na folha de pagamento de órgãos públicos, combatendo fraudes e ampliando o uso racional de recursos.

São duas govtechs que passaram pela última edição do Programa de Aceleração do BrazilLAB.

O que é o Programa de Aceleração? É um programa em que as empresas selecionadas passam por um processo de desenvolvimento durante três a quatro meses. Mais de 650 se inscreveram para as três edições anteriores, das quais 55 receberam orientações. E 14 já possuem contratos de prestação de serviços com o poder público.

Qual a próxima edição? As inscrições para a 4ª edição do Programa de Aceleração estão abertas e se encerram às 23h59 da próxima segunda-feira, dia 18 de novembro.

Pela primeira vez, govtechs dedicadas a desenvolver soluções para aprimorar o funcionamento do Legislativo e do Judiciário poderão se inscrever.

O que acontecerá com as govtechs selecionadas no programa? Serão selecionadas 25 empresas, que durante três meses vão receber capacitação para fornecer para governos. O treinamento inclui acesso a especialistas e a gestores públicos que são potenciais clientes. Outro objetivo do programa é ajudar as startups a validar os seus modelos de negócios.

Ao fim do programa, serão selecionadas três govtechs, que terão direito a consultoria jurídica para saber como atuar junto a governos, a um contrato de investimento de até R$ 250 mil e uma missão no Vale do Silício.

Como faço para saber mais sobre o programa e inscrever a minha startup? Acesse o site do BrazilLAB para obter mais informações e tirar suas dúvidas.

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