O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) registrou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre, alta de 70% ante igual período de 2018, informou ontem (14) a instituição. No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido ficou em R$ 16,5 bilhões, alta de 159,5% em relação aos nove primeiros meses de 2018.

O resultado do terceiro trimestre ficou no mesmo nível do registrado no segundo trimestre deste ano. “Mais importante do que resultado financeiro é evolução estratégica do banco”, afirmou Gustavo Montezano, presidente do BNDES, em entrevista coletiva, no Rio.

O que mais disse o presidente do BNDES? Montezano citou uma mudança no “posicionamento” do BNDES, com menos foco nos resultados, e mais foco no “impacto”. Ele também ressaltou a importância da transparência, e anunciou o lançamento da plataforma BNDES Aberto, que incluirá um hot site com informações na internet.

“Será acessível e bem simples para o cidadão comum entender”, afirmou o presidente, completando que será lançada no site do BNDES uma nova ferramenta de busca avançada por informações.

Quais foram os resultados do balanço? O balanço do terceiro trimestre aponta que o ativo total ficou em R$ 750,3 bilhões no encerramento do período. A inadimplência de mais de 90 dias ficou em 1,49%, ante 2,95% no encerramento de 2018. A carteira de participações societárias encerrou o terceiro trimestre avaliado em R$ 106,5 bilhões.

Com o lucro, o BNDES fará um pagamento adicional de R$ 6,05 bilhões em dividendos referentes ao lucro de 2019 no quarto trimestre. Uma parte disso já foi paga em outubro. Hoje, o BNDES já pagou R$ 4,9 bilhões de seu lucro ao Tesouro Nacional. Os R$ 4,6 bilhões restantes serão pagos na próxima semana, disse o presidente do banco, Gustavo Montezano.

Além disso, a expectativa do banco é fazer a devolução antecipada extraordinária de R$ 30 bilhões de sua dívida com a União ainda em novembro, disse a diretora Financeira, Bianca Nasser. Essa parcela é a que falta dos R$ 100 bilhões extraordinários pedidos pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no início do ano.

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