A economia brasileira ainda ensaia uma recuperação lenta e gradual, mas, no mundo privado, o crescimento na casa de dois dígitos faz parte do presente. Foi esse o caso da SulAmérica no quarto trimestre de 2019 e no ano inteiro consolidado. A companhia alcançou um lucro de R$ 1,183 bilhão em 2019, um crescimento de 31% em relação ao exercício anterior. Nos três últimos meses do ano, a expansão do ganho foi de 15%.

A melhora do resultado anual foi impulsionada pelo crescimento de 10,9% nas receitas com planos de saúde e odontológicos, que respondem por mais de 80% do faturamento na área de seguros.

Mas os segmentos de previdência e de gestão de ativos também se destacaram com expansão na casa de dois dígitos: as receitas com previdência aumentaram 42,7% no quarto trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as obtidas com a área de gestão de ativos tiveram alta de 158% no período.

A SulAmérica acertou diferentes negócios ao longo do último ano como parte de um reposicionamento estratégico de priorizar as áreas de seguro saúde e odontológico, a de previdência e a de gestão de ativos e reduzir a sua presença nos demais segmentos: a empresa vendeu em agosto os seus negócios em seguro auto e de patrimônio à Allianz por R$ 3 bilhões, mas fechou em maio um aporte de R$ 100 milhões na corretora digital Órama.

Veja abaixo os demais destaques do resultado:

  • O índice de sinistralidade em seguros (custos com o serviço divididos pelos prêmios pagos pelos segurados) ficou praticamente estável em 71%, o que significa que esses custos ficaram sob controle no ano. As despesas administrativas recuaram como proporção das receitas operacionais da companhia.
  • As reservas (estoque) dos planos de previdência aumentaram 12,4% de 2018 para 2019, com um maior volume de contribuições e aportes das pessoas, na esteira dos debates no Congresso e da aprovação da reforma da Previdência.
  • O volume de ativos administrados subiu 10,7%, saltando para R$ 46 bilhões ao fim de 2019, no contexto de migração de recursos de brasileiros da poupança para fundos de investimento.
  • A rentabilidade medida pelo ROAE (lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido médio), que mede o lucro que a empresa é capaz de gerar para os seus acionistas, subiu de 15,2% em 2018 para 17,6% em 2019.

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