No ano da queda da taxa básica de juros para mínimos históricos, a Caixa Econômica Federal conseguiu melhorar a maioria de seus indicadores consolidados. O banco estatal registrou um lucro líquido recorrente (excluindo fatores extraordinários) de R$ 14,7 bilhões, uma alta de 20,6% em relação ao resultado do ano anterior.

O lucro líquido que contabiliza ganhos atípicos (como a venda de participações em empresas) mais que dobrou, saltando de R$ 10,355 bilhões em 2018 para R$ 21,1 bilhões no ano passado.

O banco conseguiu se tornar mais rentável apesar da queda da taxa básica de juros, que em tese reduz a margem de ganhos das instituições financeiras. A rentabilidade medida pelo indicador que relaciona o lucro líquido sobre o patrimônio líquido (ROE na sigla em inglês) passou de 14% para 17,5% em um ano.

Veja os demais destaques operacionais da Caixa: 

  • As vendas de ativos (como ações da Petrobras) renderam R$ 15,5 bilhões em 2019
  • No quarto trimestre, o lucro líquido caiu 39%, para R$ 4,9 bilhões (o resultado anterior havia sido inflado por receitas atípicas)
  • A carteira de crédito para habitação cresceu 2,4% no ano, para R$ 90,2 bilhões; e aumentou 35% no quarto trimestre
  • Os empréstimos habitacionais com recursos da Caixa e da poupança aumentaram 110% no quarto trimestre; com recursos do FGTS, o avanço foi de 30%
  • O crédito para pessoa física (excluindo o habitacional) cresceu 23% em 2019, para R$ 135,7 bilhões.

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