A Verizon, uma das principais empresas fornecedoras de internet e TV por assinatura nos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai deixar de vender seus serviços por meio de combos e contratos de fidelidade.

A partir de agora, os clientes passam a adquirir cada produto, como internet, pacote de TV ou telefone fixo, a um custo individualizado. Em vídeo promocional, a empresa fala em “contrate o que você quiser, sem pagar por coisas que você não quer”.

“Os consumidores estão cansados de ter que comprar um pacote com serviços que eles não querem para pagar tarifas menores e depois descobrir que essas tarifas não incluem cobranças adicionais. Estamos colocando um ponto final no tradicional contrato por pacote e colocando os consumidores no controle”, afirmou o vice-presidente sênior de marketing e produtos da Verizon, Frank Boulben, em nota.

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Crédito: Shutterstock

Outra mudança relevante que promete mexer com o mercado americano para o segmento é a questão da fidelização. Nos EUA, são comuns contratos por um prazo pré-definido, que chegam a 2 anos de duração, por exemplo. Com o novo formato, a Verizon vai cobrar mensalmente e cancelar o serviço quando solicitado, em medida que a aproxima dos grandes serviços de streaming, como Netflix e Amazon Prime Video.

Apesar de poder selecionar quais dos serviços oferecidos se encaixam em sua realidade, o consumidor que optar por ter um plano de TV paga ainda fará essa contratação optando por uma lista de canais pré-definida pela operadora, sem fazer uma seleção individual.

E no Brasil? Diferentemente dos Estados Unidos, no Brasil as principais operadoras têm a praxe de permitir a contratação individual de serviços, sem a necessidade obrigatória do combo. No entanto, essa prática é desestimulada por meio de descontos temporários ou permanentes, como demonstrou pesquisa realizada pelo 6 Minutos nas plataformas de comparação das empresas.

Em um dos casos, os descontos chegam a casa dos 30% caso os produtos sejam comprados em conjunto. Na simulação em uma operadora, a retirada de um serviço de assistência residencial eleva o preço da contratação do telefone fixo em diferença que quase cobre o custo desse mesmo serviço.

De diferenças em relação à nova tendência nos Estados Unidos, as operadoras brasileiras também embutem antecipadamente na contratação a previsão de reajustes, em prazos de 6 meses ou 1 anos. No que diz respeito à fidelização, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) permite que as operadoras garantam a permanência do consumidor, mas a limitam a um prazo de 12 meses.

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