HSBC Holdings, um dos maiores bancos do mundo, informou nesta terça-feira (dia 18) que venderá o equivalente a US$ 100 bilhões em ativos e diminuirá sua divisão de investimentos e a sua presença nos Estados Unidos e na Europa. A profunda reestruturação deve eliminar 35 mil empregos no mundo em três anos, o equivalente a 15% do seu quadro atual.

Qual o contexto do anúncio? O banco britânico, que tem lutado para acompanhar o ritmo de rivais mais enxutos e mais concentrados, procura se tornar mais competitivo ao enfrentar o crescimento lento em seus principais mercados. O objetivo com as mudanças será se concentrar em negócios mais rentáveis.

Além disso, a tradicional instituição financeira enfrenta o desafio do Brexit e das taxas de juros mais baixas de bancos centrais.

O que mais o banco anunciou? Na mais recente de uma série de reestruturações desde a crise financeira de 2008, o HSBC disse que vai fundir seus negócios de private banking e gestão de patrimônio, cortará as negociações de ações europeias e reduzirá as agências de varejo dos EUA a fim de economizar US$ 4,5 bilhões.

“A totalidade deste programa é que nosso número de funcionários provavelmente passará de 235 mil para perto de 200 mil nos próximos três anos”, disse Noel Quinn, presidente-executivo interino, à Reuters.

Como será a restruturação por mercados? Nos Estados Unidos, onde o banco tem desempenho fraco há anos, o HSBC disse que fechará cerca de um terço de suas 224 agências e vai priorizar apenas clientes internacionais e mais ricos.

Ao fortalecer suas operações de banco de investimento na Ásia e no Oriente Médio, o banco manterá um centro global de banco de investimento em Londres, reduzindo sua presença na Europa nos negócios.

E no Brasil? O banco vendeu sua operação no país para o Bradesco em 2016. Retomou em 2018 os planos para montar uma operação como banco de investimento, atendendo empresas.

Quais os desafios de curto prazo? O banco britânico, que obtém a maior parte de sua receita na Ásia e cujas grandes operações no continente estão sediadas em Hong Kong, disse que o surto do coronavírus afetou significativamente a equipe e os clientes. No longo prazo, isso pode reduzir a receita e fazer com que empréstimos ruins aumentem à medida que as cadeias de fornecimento são interrompidas, disse Quinn.

Comentando o impacto do coronavírus, o diretor financeiro Ewen Stevenson disse à Reuters que o banco espera provisões adicionais para cobrir perdas com empréstimos no primeiro trimestre.

Quais os resultados no quarto trimestre e em 2019? O maior banco da Europa em ativos, , disse que o lucro antes dos impostos caiu um terço para US$ 13,35 bilhões em 2019, muito abaixo da estimativa média de US$ 20,03 bilhões a partir de projeções de corretoras compiladas pelo banco.

O lucro em 2018 havia ficado próximo a esse valor de US$ 20 bilhões.

Isso ocorreu devido a US$ 7,3 bilhões em baixas contábeis vinculadas às suas unidades de negócios bancários e de mercados globais e bancos comerciais na Europa.

O retorno sobre o patrimônio tangível (RoTE) do banco, uma importante medida de rentabilidade, deve ficar na faixa de 10% a 12% em 2022.

(Com a Reuters)

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