O Magazine Luiza anunciou nesta sexta-feira (dia 13) o lançamento de uma conta digital integrada ao super app da rede varejista. A conta está em fase de testes e deve ser lançada para os clientes no começo de 2020.

Entre os diferenciais da conta digital em relação às carteiras de pagamento estão a possibilidade de transferência de dinheiro por meio do Banco do Brasil e o saque na rede de 1.100 lojas físicas do Magazine Luiza. As lojas funcionarão como uma espécie de caixa para depósito e saque.

A conta Magalu também nasce com um diferencial em relação aos produtos dos concorrentes: totalmente integrada ao app de compras, diferentemente do Mercado Livre (que tem o Mercado Pago) e da Americanas (Ame). “Não preciso gastar milhões para tentar convencer os clientes a baixar mais um aplicativo”, diz Roberto Bellissimo, diretor financeiro e de relações com os investidores.

“Não acredito em uma conta separada do app. Até por isso demoramos mais para lançar a nossa, pois fazer integrado é mais difícil”, disse Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza.

Os clientes poderão pagar boletos, transferir dinheiro por QR Code, além de usar a conta digital para pagar compras nas lojas físicas.

Por que a conta digital fortalece o super app? Porque aumenta a frequência de utilização do aplicativo. Em vez de servir apenas para fazer compras, o aplicativo vira um meio de pagamento e de transferência de dinheiro entre pessoas. Pesquisas sobre o assunto mostram que os apps que viraram super, quase sempre, passaram a oferecer produtos financeiros aos usuários, caso dos chineses WeChat e AliPay.

Qual o principal diferencial da conta digital Magalu? O presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, disse que a grande dificuldade das outras contas digitais é o chamado cash-in (depositar dinheiro). E a conta Magalu estreia com a facilidade de contar com a parceria com o Banco do Brasil, que tem 50 milhões de clientes, e com a rede de 1.100 lojas físicas, que poderão ser usadas para depósito e saque de dinheiro.

“Hoje, essas contas são como um rio sem água. É muito difícil fazer o cash-in. Temos 1.100 lojas, mais do que muitos bancos tem de agências”, disse Trajano. “As outras contas digitais têm muita fricção (dificuldade) para fazer transferência, precisa fazer TED, DOC ou pagar boleto. Fricção é o que mata qualquer aplicativo.”

Qual o público alvo que pode ser impactado pela conta digital? O aplicativo Magalu registra mais de 20 milhões de downloads. Desses, 12 milhões são categorizados como usuários ativos, pois realizam pelo menos uma transação mensal. Então a conta digital já nasce com esse público potencial. Fora isso, existem 2 milhões de clientes que vão todos os meses às lojas Magazine Luiza para pagar contas. Essas pessoas, somadas, levam R$ 1 milhão em espécie para as lojas todos os meses -dinheiro que pode ser usado no saque da conta digital.

Quais os próximos passos da conta digital? A estratégia é buscar parcerias com outros bancos e oferecer produtos financeiros para os clientes, como cartão de crédito. Também é importante fechar parcerias com empresas de máquinas de cartões para que a conta possa ser utilizada fora do universo de pagamentos Magalu.

Qual o ponto fraco? A conta ainda não foi lançada para ser testada, mas por enquanto ela tem uma aplicação restrita: pagamentos de contas, com QR Code e transferência entre correntistas.

A conta vai concorrer com bancos? Trajano diz que não: “Não quero concorrer com o Itaú. Quero prestar um serviço a mais, ajudar a vender mais, ativar mais o cliente”.

 

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