Tensão no mundo dos cartões, e não estamos falando da famosa “guerra das maquininhas”. A Mastercard reajustou sua tabela de taxa de intercâmbio, que é o percentual cobrado do comerciante cada vez que um cliente com um cartão de bandeira Mastercard faz uma compra.

O que mudou? A principal mudança foi nas transações de crédito à vista. A tarifa subiu de 0,75% para 1,05% – ou seja, para cada R$ 100 gastos pelo cliente, o vendedor terá que repassar R$ 1,05 para a Mastercard. Essa modalidade de pagamento afeta principalmente os restaurantes, bares e pequenos varejistas.

As associações que representam esse segmento foram a público para reclamar. Eles alegam que a Mastercard está compensando os efeitos da “guerra das maquininhas” com o aumento de cobranças para os pequenos e médios comerciantes.

O que isso muda na vida do consumidor? O custo direto do reajuste é do comerciante, mas, é claro, ele acaba recaindo sobre o consumidor. Para compensar a tarifa maior, é possível que as empresas aumentem o preço de seus produtos e serviços.

Mas o reajuste não prejudicou a todos. A Mastercard aumentou a tarifa do crédito à vista, mas reduziu, por exemplo, a taxa cobrada em transações com as companhias aéreas de 1% para 0,7%. Na prática, isso ajuda a baratear o custo das passagens.

A tarifa para os pequenos e médios supermercados caiu de 1,86% para 1,8%, e a dos postos de gasolina de 0,62% para 0,6%. “São reduções pequenas, mas que sinalizam quais segmentos a empresa quer incentivar ou beneficiar”, diz Fabricio Winter, sócio e líder de projetos da consultoria Boanerges & Cia.

As compras com os cartões “premium” (os platinum e black) também ficarão mais caras para os comerciantes. As tarifas para transações parceladas em mais vezes subiram de 2% para até 2,49%.