Até bem pouco tempo atrás, negócios sustentáveis causavam interesse a um público muito restrito. Os produtos eram caros e o conceito de sustentabilidade, árido. Agora, os itens estão mais espalhados e empresários até abrem negócios  tradicionais, como lanchonetes ou escritórios de consultoria, mas de olho na sustentabilidade e valorização do mercado local. Isso é o que mostra a versão mais recente da lista de 350 ideias de negócios feitas pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

“O brasileiro gosta de sentir que está fazendo a coisa certa, e o cliente gosta de consumir serviços de empresas locais e sustentáveis”, diz a analista Luciana Macedo, responsável pela lista.

Qual a proposta dessa lista? Mapear os negócios com maior potencial de crescimento em diferentes setores da economia, como mercado digital, turismo, saúde e bem-estar, moda e agricultura. A lista compila 350 ideias, e para cada uma delas traz informações sobre o mercado, detalhes para se atentar na hora de decidir a localização, matéria-prima, capital de giro e custos, dicas de divulgação do negócio e planejamento financeiro.

E como a sustentabilidade muda a tendência dos novos negócios? Luciana dá um exemplo: “Não faz mais sentido incentivar negócios como locadoras de vídeo. Os food trucks, que já foram super populares, também perderam espaço. Por outro lado, inserimos o negócio de lojas colaborativas, em que pequenas marcas ocupam o mesmo espaço, dividindo os custos de energia, água, aluguel”.

Que novos negócios que estão surgindo? São empreendimentos no setor de serviços que surgem para suprir a necessidade do pequeno empresário de aumentar sua renda. Segundo Luciana, os novos negócios tendem a ser tradicionais, como lanchonetes, academias, e escritórios de consultoria. “Muitas donas de casa decidem abrir um pequeno comércio de alimento saudável, como os de baixa caloria”, cita. Outros exemplos são os escritórios que descartam o lixo seguindo as normas da reciclagem e as academias que estimulam os alunos a terem uma garrafa de água em vez de usar copos descartáveis de plástico.

Qual o impacto da tecnologia nisso tudo? Primeiro, claro, a internet e as redes sociais são fatores decisivos na comunicação de um negócio – é impossível vender sem anunciar nas redes sociais, principalmente no Instagram. A tecnologia também dá novos usos e facilidades para serviços que já existem. Luciana cita o uso de drone, cada dia mais acessível, para monitorar pequenos negócios de agricultura.

Afinal, qual a proposta da lista? O Sebrae acompanha as tendências de busca dos empresários por informações sobre os negócios, e daí mapeia ideias que vão surgindo ou perdendo potencial de lucro. Depois disso, contrata consultoria especializada para coletar os principais pontos de cada negócio.

Quais são as ideias mais populares? Academia, mini-mercado, bares, pet shop e microcervejarias. Entretanto, não são exatamente essas as empresas mais lançadas no mercado, conta Luciana. De 2017 para 2018, os negócios mais inaugurados foram de serviços de domicílio para atender a população idosa, consultorias, lojas de bairro e de conveniência.

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