A vida não é nada amarga para a família Ferrero.

A dinastia italiana que controla a marca Nutella deve receber dividendo de 642 milhões de euros (US$ 714 milhões) de sua principal holding, segundo dados enviados ao mercado. A empresa registrou lucro de 928,6 milhões de euros no ano fiscal encerrado em agosto, um aumento de 25% em relação aos 12 meses anteriores.

Dividendos dessa magnitude ajudaram a tornar os Ferrero a 25ª família mais rica do mundo, de acordo com o Índice de Bilionários Bloomberg. O patrimônio de famílias multibilionárias, como os Walton, Koch e Wertheimer, disparou na última década. No período, os Ferrero aprovaram dividendos no valor de mais de 2 bilhões de euros.

Nutella

Nutella
Crédito: Shutterstock

Os lucros da empresa operacional da família Ferrero quase dobraram desde 2008. A empresa iniciou uma onda de investimentos para aumentar a presença nos EUA e ampliar a gama de produtos. Em 2018, a Ferrero comprou a divisão de doces da Nestlé nos EUA por US$ 2,8 bilhões e concluiu um acordo de US$ 1,3 bilhão no ano passado para comprar as marcas de biscoitos e salgadinhos de frutas da Kellogg, como Keebler e Famous Amos.

Os Ferrero administram seus recursos por meio do family office Fedesa, com sede em Mônaco, que investe em ações, crédito, private equity, capital de risco e hedge funds, segundo perfis de funcionários no LinkedIn. O Fedesa também tem uma filial em Cingapura. Além disso, a família possui uma empresa de investimentos no Luxemburgo, a Teseo Capital, que administra ativos alternativos e agronegócios.

Pastelaria no início

A fortuna dos Ferrero começou com uma pastelaria familiar no norte da Itália que usava avelãs para compensar a oferta limitada do cacau. O negócio se expandiu para uma confeitaria, abrindo unidades de produção e escritórios no exterior após a Segunda Guerra Mundial. A empresa lançou as marcas Nutella e chocolate Kinder na década de 1960 e depois se expandiu com produtos como balas de menta Tic Tac e chocolate Ferrero Rocher.

O negócio está avaliado em US$ 32,4 bilhões, segundo o índice Bloomberg. Os membros da família são os donos, embora não se saiba o tamanho das participações individuais.

Giovanni Ferrero — neto do fundador Pietro — possui participação majoritária na holding, da qual é o presidente do conselho. Giovanni, de 55 anos, passou a juventude na Bélgica e gosta de escrever nas horas vagas, como livros sobre negócios e sobre a África, de acordo com a Fundação Nacional Ítalo-Americana.

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