A forte queda na demanda e a perda de receita por causa do coronavírus deram início a uma onda de renegociação de contratos de concessão. Com o aval da Advocacia Geral da União (AGU), que classificou a pandemia como força maior, as concessionárias estão discutindo com o governo e seus advogados a melhor forma de recuperar os danos causados pela crise. As alternativas vão de ampliação de prazo das concessões a reajuste de tarifa.

O impacto da pandemia em números (até agora):

  • Queda de até 98% na movimentação de passageiros nos aeroportos
  • Redução de 30% nas receitas das rodovias
  • Queda de até 70% no número de passageiros em transportes urbanos
  • Queda no consumo e crescimento na inadimplência no setor elétrico
  • Redução de 25% na arrecadação do setor portuário

O que diz o governo:  “Vamos ter de olhar caso a caso. Alguns serão mais prejudicados do que outros”, diz a secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério de Infraestrutura, Natália Marcassa. “Agora cada um terá de calcular seus prejuízos e as agências vão analisar os pedidos.”

Qual a visão do setor: Levantamento da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mostra que quase 30% dos executivos de empresas do setor acreditam que o reequilíbrio vai ocorrer, mas com muita dificuldade. Outros 17% afirmam que há muita incerteza e 47% acreditam que cada caso deverá ser analisado individualmente.

(Com Estadão Conteúdo)

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