O varejo brasileiro comemora os resultados nas vendas na edição deste ano da Black Friday, na sexta-feira passada. O destaque foram as vendas online. Segundo a Linx, empresa de software que atende boa parte do setor, no comércio eletrônico, o volume de vendas cresceu 25% em relação à Black Friday de 2018. Nas lojas físicas, o aumento foi de 18%.

Principais motivos para o recorde:

  • Liberação do saldo nas contas do FGTS, que aumenta a capacidade de compra dos consumidores;
  • Juros na mínima histórica, que estimula os financiamentos;
  • Demanda reprimida por consumo, reflexo de um período de crise em que os consumidores adiaram suas compras.

Abaixo, veja o desempenho de três grandes varejistas na Black Friday.

Via Varejo

O grupo Via Varejo, dono das marcas Casas Bahia, Ponto Frio e Extra, faturou R$ 1,1 bilhão somente na sexta-feira, desempenho único em apenas um dia de vendas, segundo a companhia. No terceiro trimestre inteiro de 2019, para se ter uma ideia, o valor faturado foi de R$ 6,5 bilhões. Trata-se de um “recorde absoluto”, nas palavras do presidente da companhia, Roberto Fulcherberguer. “Varejo que suporta Black Friday está preparado para escalar qualquer volume de vendas”, comenta.

Fulcherberguer diz que há uma melhora do mercado, com as vendas após a Black Friday ainda aquecidas. Por isso, a expectativa é que o Natal também registre bom desempenho e que o próximo ano seja positivo para o setor. “Essa sinalização de recuperação já é o reflexo que a gente vai ter em 2020”, afirma. “Não tenho dúvidas de que esse pacote de melhorias no País está se refletindo no varejo.”

Magazine Luiza

O Magazine Luiza não revela os números, mas afirma que as vendas foram positivas tanto no comércio eletrônico quanto nas lojas físicas do grupo. O diretor de e-commerce da empresa, Eduardo Galanternick, conta que o crescimento foi acima da variação do mercado – que neste ano teve alta de 23,1% em relação a 2018, de acordo com dados divulgados pela Ebit/Nielsen.

“É positivo como um todo dar mais poder de compra para o consumidor, seja colocando dinheiro na carteira ou reduzindo custos”, avalia.

Amazon

Já a Amazon, com atuação apenas em e-commerce, também viu na data deste ano o maior dia de vendas da história da companhia no País. Sem revelar cifras, o diretor de varejo, Daniel Mazini, afirma que a quinta-feira pré-Black Friday já foi recordista – até ser superada pelo próprio dia da promoção.

“A gente estava otimista por causa do bom resultado do Amazon Day (em julho de 2019), que tinha sido muito forte, mas o número bateu o que a gente esperava”, explica o executivo.

Manzini atribui o resultado da Amazon à expansão de 16 para 30 categorias de produtos à venda no site, ao lançamento do serviço Prime e à comercialização de produtos exclusivos, como a assistente de voz Alexa e o alto-falante inteligente Echo.

(Com Estadão Conteúdo)

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