Quem nunca comprou um presente de Natal na Black Friday e recebeu o pedido só depois da data? Para acabar com essa experiência, o varejo on-line se preparou e antecipou as entregas da Black Friday. O Magazine Luiza, por exemplo, recebeu 2 milhões de pedidos na promoção. Desse total, 35% foram entregues hoje em todo o país. Esse percentual sobe para 50% no caso das compras feitas na Grande São Paulo.

Qual o segredo da antecipação das compras? Para a Linx, empresa de software de gestão que atende a maior parte do varejo, o segredo está na maior utilização da omnicanalidade (integração das lojas físicas com as digitais). “Nos varejistas que fazem omnichannel, houve um crescimento de três vezes mais pedidos que no ano passado”, diz Alessandro Gil, diretor-executivo de omnichannel, e-commerce e marktplace da Linx.

Mas como isso acontece na prática? Uma parte do que pode ser atribuído à omnicanalidade é imperceptível para o consumidor. É o caso das entregas que saem do estoque das lojas em vez dos centros de distribuição. Essa simples mudança reduz o prazo de entrega, pois deixa o produto mais próximo da casa do comprador. O clique e retira, por outro lado, é mais visível para quem compra: ele pede pela internet e vai até a loja pegar o produto. Números da Linx mostram que 13% das compras feitas pelo e-commerce foram retiradas por essa modalidade.

Isso reforça o espírito da data como oportunidade para comprar presentes de Natal? Parece que sim. Especialistas entendem que a Black Friday é uma data para em que as pessoas compram presentes para elas mesmas, por isso gastam mais. Já as compras do Natal, que são para outras pessoas, têm um valor médio menor. “O ticket médio dessa Black Friday foi de R$ 800”, diz Gil.

As pessoas compraram o que elas queriam? Uma curiosidade da Black Friday é que o objeto mais pesquisado pelo consumidor foi o smartphone. Mas os mais comprados foram eletrodomésticos, como geladeira e lava-roupa. Em segundo, vieram os eletrônicos, como aparelhos de TV. Os smartphones, segundo a Linx, apareceram só em terceiro lugar o ranking de mais comprados.

Por qual canal o cliente mais comprou? No Brasil, a Black Friday ainda é um evento mais forte no e-commerce. No comércio eletrônico, o volume de vendas cresceu 25% em relação à Black Friday de 2018. Nas lojas físicas, segundo a Linx, o aumento foi de 18%.

Quais os setores que mais venderam? Segundo a Cielo, os setores que mais tiveram crescimento de faturamento na Black Friday foram os de turismo e transporte (29,7%), livrarias, papelarias e afins (27,5%), supermercados e hipermercados (22,9%), móveis, eletro e departamentos (17,9%), vestuário e artigos esportivos (17,5%), alimentação, bares e restaurantes (15,5%), outros (10,5%).

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