O uso da tecnologia de voz já é uma realidade na vida dos brasileiros. Pesquisa realizada em 55 países pela agência iProspect mostra que 49% dos donos de smartphones utilizam recorrentemente os assistentes de voz de seus aparelhos, como Google Assistente, Siri e Bixby. Entre o público de 50-55 anos, os maiores adeptos dessa tecnologia no país, 32% dizem utilizar o recurso ao menos uma vez ao dia.

Em que situações os usuários usam hoje a tecnologia de voz? Principalmente para fazer buscas no celular enquanto realizam outras tarefas. A geração de 50-55 anos diz recorrer ao assistente de voz principalmente enquanto está dirigindo (53%), quando está na cama (43%), assistindo TV (50%), trabalhando (45%) ou cozinhando (25%).

O que as pessoas pesquisam quando usam a tecnologia de voz? A pesquisa mostrou que as pessoas procuram principalmente: contato de estabelecimentos comerciais, restaurantes, localização, telefonar ou escrever para alguém, notícias, músicas, programação de cinemas, receitas culinárias.

Mas só isso não basta. As pessoas querem mais dos assistentes de voz, não é? A pesquisa entre o público brasileiro mostrou que eles gostariam de encomendar comida em aplicativos de entrega, comprar ingressos de cinema, bilhetes aéreos, reservar estadias de hotel e produtos. Uma parcela também quer uma forcinha do assistente de voz para achar as chaves.

Como esses dados podem ser aproveitados pelas empresas? Gustavo Macedo, diretor de inovação da iProspect, diz que há muito espaço para as marcas explorarem esse universo da tecnologia de voz. “Hoje, tudo é feito para as telas. Telas de TV, telas de apps, telas de celular. O desafio é fazer respostas de voz. As pessoas estão aí realizando suas buscas e poucas empresas estão preparadas para essa realidade.”

Por que a tecnologia de voz cresce tão rapidamente? A pesquisa mostrou que o uso do assistente de voz é maior na América Latina do que a média do mundo. Para Macedo, essa diferença pode ser explicada pela ampla penetração dos smartphones na região combinada com a questão da menor escolaridade. “Acaba sendo mais fácil falar do que digitar.”

Qual o futuro da tecnologia de voz? Macedo afirma que as buscas serão cada vez mais conversacionais. Quando o usuário perguntar sobre a programação de um cinema e em seguida sobre um determinado filme, o assistente saberá que está no contexto do mesmo cinema. “Se depois ele pedir para comprar o ingresso, o assistente entenderá que é para o filme pesquisado antes naquele determinado cinema.”