A fabricante finlandesa Nokia projeta que o Brasil sedie no próximo ano o maior leilão do espectro para tecnologia 5G no mundo. Assim, figuraria entre os primeiros países latino-americanos a implementar a rede de internet ultrarrápida.

A empresa planeja entrar na disputa por esse segmento no país, seu maior mercado na região. A Nokia está aliada à operadora estatal uruguaia Antel para lançar a primeira rede comercial 5G da América Latina.

Nokia

Crédito: Sergio Perez/Reuters

O que diz a empresa? “Vemos vontade política para realização de um grande leilão de espectro no primeiro trimestre de 2020. Eu acho plausível dizer que o grande presente de Natal no ano que vem deve ser um aparelho 5G”, afirmou Wilson Cardoso, diretor de soluções para América Latina, em entrevista na segunda-feira.

O que pretende a Anatel? A perspectiva da empresa está casada com os planos da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Esperado para março, o leilão deve destinar as frequências 2,3 GHz e 3,5 GHz para serem alocadas ao 5G. Desejadas pelas empresas, as bandas 26 GHz e 700 MHz ainda podem ser incluídas, o que faria do leilão brasileiro o maior do mundo.

Situação da Huawei. Assim como a Nokia, a sueca Ericsson e a chinesa Huawei Technologies estão prestando consultoria à Anatel para definir as regras do leilão. Questionado se as acusações de espionagem levantadas contra a companhia chinesa pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, beneficia os negócios da Huawei no Brasil e no exterior, Cardoso afirmou que a empresa está “aproveitando todas as oportunidades que surgem”.

“Somos a alternativa ocidental aos produtos da Huawei e o competidor direto dela, já que nossos portfólios de fim-a-fim são bem compatíveis”, comentou o executivo da Nokia. A Nokia já assinou 45 contratos comerciais em 30 países em todo o mundo para fornecer equipamentos para redes 5G, dos quais dez encontram-se em operação, de acordo com a empresa.

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