O Twitter informou nesta sexta-feira (15) que sua nova política de bloquear anúncios com conteúdo político vai restringir a circulação de propaganda sobre qualquer candidato, partido, governante, pesquisa eleitoral ou medida legislativa ou judiciária feita por qualquer usuário do sistema.

A empresa havia anunciado em outubro que bloquearia esse tipo de conteúdo, mas os detalhes só foram divulgados hoje. A restrição se aplica, ainda, a qualquer anúncio feito por candidatos, partidos políticos ou ocupantes de cargos – eletivos ou não – no governo, independente do teor da mensagem.

A restrição se aplica a outros assuntos? O Twitter decidiu permitir a veiculação de propaganda sobre “causas sociais”, como mudança climática ou aborto.

Pessoas e grupos que decidirem publicar anúncio sobre estes temas não poderão direcionar o conteúdo pelo CEP dos usuários ou por categorias políticas como “conservador” ou “liberal”. O nível máximo de desagregação permitido para direcionamento será o Estado de cada usuário.

A empresa diz que a publicidade política representa uma pequena fatia de suas receitas – segundo o Twitter, a arrecadação com as eleições de 2018 nos Estados Unidos foi de apenas US$ 3 milhões, menos de 1% dos US$ 824 milhões declarados como receita do terceiro trimestre.

Você pode me dar um pouco de contexto? Twitter, Facebook, Instagram e outras ferramentas de comunicação estão no centro do debate sobre qual é o grau de responsabilidade das redes sociais na disseminação de fake news.

O Facebook foi o grande alvo de políticos democratas, nos Estados Unidos, que alegaram que a rede estava permitindo que o governo de Donald Trump e representantes republicanos espalhasse conteúdo de campanha com informações incorretas ou falsas.

Questionado sobre isso em uma sessão no Congresso, o presidente e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que a rede social não verifica a veracidade dos anúncios políticos que veicula porque empresas de tecnologia não devem atuar como árbitros da verdade. Ao contrário do Twitter, o Facebook decidiu continuar veiculando esse conteúdo.

(Com Estadão Conteúdo)

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